
“Somente o imbecil mal informado ignora que as mudanças climáticas e os desastres ambientais resultam das ações nefastas do homem?”
A destruição da natureza teve início pelas mãos dos seres humanos desde a primeira Revolução Industrial no século XVIII, com o uso do carvão e a poluição do ar, crescente nas últimas décadas. Enormes prejuízos e perdas de muitas vidas humanas estão sendo causados no mundo em virtude do aquecimento global, resultado das emissões de gases de efeito estufa. Cientistas vislumbram um aumento do aquecimento do planeta superior a dois graus centígrados nas próximas décadas, se não fizermos nada, com consequências altamente catastróficas. E há quem absolva as atividades humanas da culpa dos desatinos consumistas humanos que, visando somente o lucro, degrada e destrói a natureza.
A fauna e flora de milhões de anos são extirpadas em minutos sob a ação humana, auxiliada por máquinas, tecnologias e armas químicas de destruição em massa. Diariamente, milhões e milhões de toneladas de lixo são jogados nas águas e nos oceanos, de fumaça das queimadas, do carvão e petróleo, de combustível fóssil, CO2 e todos seus gases danosos lançados na atmosfera, venenos e resíduos químicos espalhados nas terras desnudas. Nestas absurdas e crescentes ações, quais serão as conseqüências sobre a nossa saúde, sobre todas as formas de vida?
Além dos fatores naturais, a concentração de gases lançados às alturas pelo homem, cria uma espessa barreira do carbono na atmosfera, impedindo que o calor do sol refletido pela terra se dissipe no espaço, gerando o chamado efeito estufa. E a natureza não sabe o que é lixo, ela não entende tamanha destruição e tanta porcaria criada pela humanidade que vem alterando seu equilíbrio.
“A natureza também não reclama, ela simplesmente se vinga.”
A exploração do ser humano dos elementos da terra, modernamente definida como “ocupação antrópica”, vem causando tão grandes impactos e pressões sobre a natureza, que daqui a pouco ela não terá mais a capacidade de regenerar os ecossistemas e os ciclos que constituem a biosfera, com um irreversível desequilíbrio. Há mais de uma década a organização WWF – Fundo Mundial para a Natureza, em inglês, divulgou que “Se as pessoas dos países subdesenvolvidos consumissem tanto quanto as do Primeiro Mundo, a espécie humana iria precisar de dois outros planetas Terra para atender à demanda.” A utilização de recursos pelo homem já havia excedido em 42,5% a capacidade de renovação da biosfera, com a população de 6 bilhões de pessoas. E a China ainda não havia adotado plenamente a globalização.
Há duzentos anos éramos 1,5 bilhão de pessoas, hoje somos 6,5 bilhões e em quarenta anos seremos 9 bilhões de habitantes na Terra. Começo a me lembrar das nem tanto polêmicas teorias do inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834), e confesso que sinto um arrepio. Agora, em 2010, prega um estudo do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que precisaríamos de 4,5 planetas. A população mundial continua em crescimento. E a exploração exacerbada dos recursos finitos não pára.
Mesmo para a produção da energia renovável, o homem não pára de agredir a natureza. Apenas os Estados Unidos, que hoje produz cerca de 50 bilhões de litros de biocombustíveis (etanol e biodiesel), planeja chegar a 136 bilhões em 2022. Imagine as necessidades do mundo todo! Nas últimas décadas, muitos cientistas apareceram com grandes formas futuristas para combater o aquecimento global, como construir guarda-sóis na órbita para esfriar o planeta, espelhos para refletir mais luz solar de volta para o espaço, além de diversas outras formas exóticas para reduzir o aquecimento. É o pessoal da geoengenharia, conceito ainda não muito bem definido que inclui diversos métodos de intervenção de larga escala no sistema climático do planeta, com a finalidade de moderar o aquecimento global com diversas frentes de ações.
A propósito, James Lovelock, criador da Teoria de Gaia e um dos pais do movimento ambientalista, afirmou em entrevista à BBC que tentar salvar o planeta é uma bobagem, porque o clima não se comporta segundo os cálculos que os cientistas fazem em seus modelos climáticos.
Mas, apesar de tudo … tem muitos pesquisadores que concordam que a culpa das mudanças climáticas é da ocupação antrópica, e outros que não. Al Gore? Ele alvoroçou o mundo com suas divulgações através do filme “Uma verdade inconveniente”, apresentando argumentos, imagens e fatos realmente impressionantes, culpando a ação dos seres humanos para a irreversível calamidade ambiental. O famoso colunista da Revista Veja, Diogo Mainardi, afirmou que “o aquecimento global nem existe. O pico do calor foi em 1998. De lá para cá, a Terra está esfriando. E deve permanecer assim por mais duas décadas.”
Opinião balizada é a do pesquisador Luiz Carlos Molion, do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas. Especialista na área, protesta contra a tese da ação antrópica nas mudanças climáticas, e contesta a relação entre os gases potencializadores do efeito estufa e clima global. Demonstra que nos próximos 20 ou 25 anos ocorrerá é um resfriamento global decorrente do ciclo natural de atividade solar. Afirma que a cada 90 anos o Sol entra num mínimo de atividade, evento que está prestes a se repetir. Molion acredita que toda a pressão contra a emissão de gases do efeito estufa não passa de uma conspiração do G7 para interferir no desenvolvimento de países emergentes, como é o caso do Brasil. Política e interesses internacionais.
Mas… com quem ficamos, então?
Eu, por enquanto, fico com pequenas mas belas iniciativas…
creditos:www.essetaldemeioambiente.com
Por :D |
A Natureza não reclama, ela se vinga
Apresentação
Somos alunos do segundo ano ensino médio do colégio contato e com esse blog temos o intuito de dar dicas de reciclagem, informar as últimas notícias sobre o meio ambiente e principalmente conscientizar a todos.