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Transporte por rodas ou por trilhos?

Em 2014 nosso país sediará pela segunda vez a Copa do Mundo de Futebol e, com isso, inúmeras obras serão feitas nas cidades-sedes para se adequarem as exigências que a FIFA impõe. São estádios, ginásios, hotéis, estradas, portos, aeroportos e muitos outras obras que visem dar mais fluidez e melhorar as imagens dessas cidades para o mundo.

Contudo, em muitas delas um dos temas que mais são discutidos e que mais levantam polêmicas está relacionado ao sistema de transporte. A maioria das cidades precisa implantar algum sistema novo nos seus territórios e dois modelos de transporte de massa são os mais discutidos: o BRT (Bus Rapid Transit) e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Isso tem gerado muitos impasses e inúmeras discussões de qual é o mais eficiente.


BRT em BogotáNo geral, por ser um modelo que teve maior repercussão a partir de Curitiba, o BRT tem estado na dianteira dessa briga pelo fato dos ônibus serem os veículos utilizados, ao contrário do VLT que usa trens. Nosso país cresceu privilegiando o sistema rodoviário de transporte e isso ainda se reflete nos dias de hoje, porém investir novamente em um projeto de longo prazo baseado em veículos com motores à combustão é um retrocesso.

Aqui em Salvador ainda está nessa discussão. O principal argumento da implantação do BRT é o seu tempo para ficar pronto, que, dizem os governantes, é menor, por isso haveria tempo de sobra para implantar esse modal, ao contrário do VLT. Porém, como poucas pessoas sabem, o metrô desta cidade está sendo construído a mais de 12 anos para um linha de pouco mais de 5km, e isso é um forte argumento para impedir a implantação do VLT, mas não se fala que a estrutura e o gasto do VLT são bem menores que a de um metrô e que não precisam ser feitas grandes obras, já que os trens ficam em superfície compartilhando o espaço com os outros modais, como os ônibus comuns, carros e bicicletas.

Pensando no longo prazo, os danos são ainda maiores com o BRT. A vida útil dos ônibus são bem menores que a dos trens, cerca de 5 contra 20 anos; uso de combustível fóssil ao contrário do VLT que usa energia elétrica; capacidade de passageiros muito menor, cerca de 200 contra 500 num mesmo veículo. Só esses números mostram que o sistema de transporte em trilhos é mais eficiente que os velhos e atrasados (por mais modernos que sejam) ônibus.


VLT na FrançaAqui na cidade de Salvador existem algumas mobilizações por partes de indivíduos e entidades para que a prefeitura escolha o VLT. Há uma petição pública online, que pode ser acessada e assinada aqui. Há um blog específico sobre isso e que já ganhou certa repercussão na cidade, inclusive.

Os governos estaduais e municipais precisam parar de servir às empresas de ônibus. Aqui em Salvador, a principal patrocinadora e que entregou o projeto do BRT chama-se SETPS, que é a “dona” do transporte público de massa e que paga uma boa quantia ao principal jornal da Bahia e do Nordeste, o A Tarde, para fazer revistas mensais glorificando o BRT e destruindo todas as outras opções. Mas, no geral, o principal argumento dos governantes e das empresas que entregaram os projetos é o tempo hábil.

Mas, digam-me, se esses projetos são de longo prazo, por que tudo se faz pensando apenas até 2014? E depois de 2014, o que vai ficar para nossas cidades? Sistemas de transporte velhos, atrasados, altamente impactantes e que privilegia as áreas ainda mais privilegiadas no espaço urbano não são as saídas para a resolução ou melhoria dos problemas cotidianos nos quais vivemos. Precisamos pensar nas pessoas que realmente utilizam o transporte público e pensar no que esses sistemas trarão para as cidades de prejuízos e benefícios, inclusive os que tocam na questão ambiental.

E, defendendo abertamente minha posição, que vamos aos VLT’s, assim como Aracaju e Crato aqui no Brasil que já usam esse sistema, e assim como as diversas outras cidades no mundo afora que já utilizam com bastante sucesso.

PS: Lembrem-se, VLT não é igual a monotrilho, este fracassou no mundo todo, mas os discursos que preferem o BRT sempre tenta igualar o VLT ao monotrilho, mas são sistemas diferentes.

Moda insustentável: a polêmica da #arezzo

Sustentabilidade é maior questão da atualidade, o tema é debatido por todos, de governantes às donas de casa. Pensamos em maneiras de preservar e minimizar nossas ações sobre o meio ambiente, e, também de reutilizar praticamente tudo que consumimos, inclusive as nossas roupas.

No post O que moda sustentável?, disse que moda é um código que acompanha o vestuário e o tempo, e que tem sido utilizada como uma via de expressão e identificação. Assim, o simples uso das roupas no dia-a-dia ganha um contexto maior, político, social, e até ambiental.



Diante desta função social da moda, vários estilistas têm desenvolvido coleções sustentáveis. O estilista Alexandre Herchcovitch, por exemplo, mostrou, durante a São Paulo Fashion Week do ano passado, uma coleção masculina confeccionada com tecido EcoSimple, feito com técnicas de upcycling.

Toda essa discussão e ações envolvendo sustentabilidade faz com que seja difícil de acreditar que em pleno século XXI, animais sejam mortos para adornar roupas, e acessórios de moda.

Ontem, a marca Arezzo entrou para os Trendings Topics do Twitter por causa de sua nova coleção, que utiliza pele de animais. A hashtag #arezzo ficou entre os dez assuntos mais falados no mundo, trazendo centenas de criticas a marca.

A coleção intitulada Pelemania era apresentada no site da marca da seguinte forma: “Hit glamuroso da temporada. Não pode faltar no guarda-roupa da fashionista”. O presidente do grupo Arezzo, Anderson Birman, disse em entrevista a Folha.com que foram importadas 300 peças com pele raposa. “A pele de raposa usada nos produtos é de criatório, não é de animal selvagem, não tem dano nenhum a natureza, isso é que dá sustentabilidade”, afirmou o presidente do grupo.

Nesta segunda, a Arezzo divulgou nota afirmando a retirada de todas as lojas do país de produtos da coleção Pelemania que usavam em sua confecção pele de raposa. Na nota oficial a empresa diz que “entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios”.

Ainda na entrevista publicada na Folha.com, o presidente do grupo Arezzo disse ser: “absolutamente sensível a ter um planeta cada vez mais agradável, bonito e preservado”. Infelizmente, nem ele, nem a empresa a qual representa mostraram isso com sua nova coleção.

Duvido que a retirada da coleção da loja tenha sido feita por uma admissão do erro, ou de uma sensibilização com a causa ambientalista. Tratou-se apenas de jogada de marketing. Se for possível tirar alguma coisa boa do acontecimento, com certeza seria a mobilização das pessoas em criticar a marca e forçar a retirada dos produtos.

Espero que essa mesma mobilização aconteça na luta contra a reforma no Código Floresta, e contra a hidrelétrica de Belo Monte. Batalhas muito mais difíceis de serem travadas, contra um governo que diante das questões ambientais beira a ditadura, e com enormes consequências ao meio ambiente.

créditos:essetaldemeioamiente

Vamos regar a consciência diariamente e em abundância!

Como vocês sabem, no dia 22 de março foi comemorado em todo o mundo o Dia da Água. Eventos são realizados, palestras feitas e estatísticas mostradas. Mas, e de concreto o que fica? Muito se fala nos problemas que teremos no futuro, onde a água será o líquido mais precioso e caro do planeta, por conta de sua escassez e, obviamente, por ser ela uma substância essencial à vida. Porém, já hoje começamos a sentir sua real importância. Ao todo, mais de um bilhão de pessoas no mundo já sofrem com os problemas relacionados com a falta d’agua, totalizando aproximadamente um sexto da população mundial. Esse número continuará a crescer se nada for feito. Nossos filhos herdarão um mundo de recursos escassos, indo contra à definição de “sustentabilidade” feita pela Organização das Nações Unidas – ONU: “ (sustentabilidade) é a capacidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as necessidades das futuras gerações.”

Embora a água não acabe – a quantidade de água que temos hoje é a mesma desde a época dos dinossauros – menos de 1% da água do planeta é doce. Desse percentual, subtraia a água desperdiçada e a crescente poluição e contaminação. Muito bem, esse é o que efetivamente temos de água própria para consumo. Em cidades como Sorocaba, no interior de São Paulo, a água desperdiçada já na distribuição por vazamentos nas redes é de 45% e, acredite, esses dados são comemorados. Em alguns lugares, este número pode ultrapassar absurdos 70%. Na maioria dos municípios brasileiros, o valor pago na conta de água é pelo seu armazenamento, tratamento e distribuição. O recurso “água”, propriamente dito, não é cobrado. Em agosto de 2010 começou a cobrança pelo recurso nas 35 cidades que compõem a região do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê, no interior de São Paulo. A medida visa à racionalização do recurso – ou seja, o seu uso racional. Espero com isso não ter de ouvir novamente minha vizinha que lava o chão com mangueira dizer: áh, mas sempre vem o mesmo valor!

Vivemos numa época onde o conhecimento e os valores que damos as coisas têm de ser revistos. É inacreditável ainda hoje ter essa gente estúpida que não faz nem o mínimo. Isso é o básico do básico da civilidade e bom senso.

Uma curiosidade que sempre me vem à mente quando se fala em água: você sabe a origem da palavra “salário”? O termo tem origem no latim “salarium argentum”, “pagamento em sal” – forma primária de pagamento oferecida aos soldados do Império Romano. O sal era uma iguaria refinada, de difícil acesso, usada para conservar e realçar o sabor dos alimentos. E ainda assim trabalhadores aceitavam ter seu pagamento em sal. É um recurso que podemos, muito bem, viver sem. Agora sem água, padecemos em menos de uma semana. Imagina o que poderão fazer os que terão o controle sobre esse recurso essencial a vida, que deve ser de bem de uso comum do povo?

Por esse motivo, reveja seus conceitos. Não apenas no Dia Mundial da Água. Tenha isso de forma consciente nessa cabecinha que não serve apenas para embelezar. Bonita por bonita, até uma bexiga colorida e vazia é. Vamos regar a consciência diariamente e em abundância. Essa sim sem medo de desperdiçar.

O poder público

Hoje quase não se questiona que um ambiente equilibrado depende da ação de cada pessoa, da criação de uma consciência ecológica individual e coletiva e de uma educação ambiental eficaz.

Porém, para a realização de ações de grande porte é necessária a participação governamental. Isso ocorre porque, por mais que queiramos mobilizar uma grande quantidade de pessoas, essa ação se torna muitas vezes inviável, pois a pluralidade de ideias, vontades e anseios muitas vezes se chocam, e conseguir consenso se torna ainda mais desafiador.

Nesse sentido, buscar o auxílio do poder público pode ser a resposta para os mais diversos problemas. Não que isso signifique compactuar ou aceitar qualquer imposição, mas sim, exigir por meio de mecanismos democráticos os direitos do cidadão e da comunidade.

E na temática ambiental, se observamos bem os grandes problemas se encontram dentro da própria esfera pública. Na questão do aquecimento global, saneamento básico, abastecimento de água, licenciamento ambiental, geração de energia renovável e alteração ou criação de legislação especifica; os governos ainda são os principais responsáveis, ficando a cargo das ONGs, movimentos e indivíduos a busca por meios que pressionem e conscientizem a governança sobre a importância das propostas.

Como exemplo, o aquecimento do planeta demanda ações integradas e de grande impacto, como a alteração da matriz energética, investimentos em transporte público, diminuição das queimadas e do desmatamento. Os investimentos em saneamento tanto na captação, distribuição, coleta, tratamento de água, esgoto e resíduos sólidos são ainda bastantes elevados e caso fique a cargo da iniciativa privada a fiscalização governamental deve ser rígida. A criação de leis e a fiscalização das fontes de poluição é unicamente uma tarefa do legislativo e executivo, respectivamente, que tem o poder de impedir a instalação, exigir o cumprimento da legislação e caso seja necessário interditar a empresa.

Já o maior desafio dos governos é a mudança da matriz energética, que impacta diretamente na contribuição das emissões dos GEE – gases do efeito estufa, pois os investimentos são altíssimos e os interesses econômicos são imensos, seja na exploração de petróleo ou na construção de mega-usinas hidrelétricas. E nesses casos ,a busca por novas formas de geração de energia esbarra em outros problemas como a falta de tecnologia, a falta de mão de obra, projetos sem consistência.

A energia solar, apesar de abundante, ainda necessita de uma imensa estrutura para geração de eletricidade, e no caso da eólica, há de ser em locais com ventos constantes. Além, é claro, do tempo de adaptação das empresas geradoras, distribuidoras e das tecnologias secundárias.

Assim, só com pressão sobre os órgãos governamentais e principalmente em cima dos políticos, que são mais sensíveis(?) com relação à opinião pública, é que soluções efetivas para o meio ambiente poderão começar a serem debatidas e quem sabe implementadas.

Poluição Nuclear



Um tipo extremamente grave de poluição, que afeta tanto o meio aéreo quanto o aquático e o terrestre, é o nuclear. Trata-se do conjunto de ações contaminadoras derivadas do emprego da energia nuclear, e se deve à radioatividade dos materiais necessários à obtenção dessa energia. A poluição nuclear é causada por explosões atômicas, por despejos radioativos de hospitais, centros de pesquisa, laboratórios e centrais nucleares, e, ocasionalmente, por vazamentos ocorridos nesses locais.

Queimadas



A prática de realizar queimada promove uma série de problemas de ordem ambiental, tal fato tem ocorrido em diferentes pontos do planeta, os países subdesenvolvidos são os que mais utilizam esse tipo de recurso. As queimadas são mais frequentes em áreas rurais que praticam técnicas rudimentares de preparo da terra, quando existe uma área na qual se pretende cultivar, o pequeno produtor queima a vegetação para limpar o local e preparar o solo, esse recurso não requer investimentos financeiros.

Do ponto de vista agrícola, o ato de queimar áreas para o desenvolvimento da agricultura é uma ação totalmente negativa, uma vez que o solo perde nutriente, além de exterminar todos os microrganismos presentes no mesmo que garante a fertilidade, dessa forma, a fina camada da superfície fica empobrecida e ao decorrer de consecutivos plantios a situação se agrava gradativamente resultando na infertilidade.

Outra questão que deriva das queimadas é o aquecimento global, pois a prática é a segunda causa do processo, ficando atrás somente da emissão de gases provenientes de veículos automotores movidos a combustíveis fósseis. Isso acontece porque as queimadas produzem dióxido de carbono que atinge a atmosfera agravando o efeito estufa e automaticamente o aquecimento global.

As queimadas praticadas para retirar a cobertura vegetal original para o desenvolvimento agrícola e pecuária provocam uma grande perda de seres vivos da fauna e da flora, promovendo um profundo desequilíbrio ambiental, às vezes em níveis sem precedentes.

No caso específico do Brasil, as queimadas tem sido responsáveis pela diminuição de importantes domínios brasileiros, principalmente a floresta Amazônica e o Cerrado, duas áreas intensamente exploradas pela agropecuária, o segundo é o mais agredido, pois segundo estimativas restam menos de 20% da vegetação original, pois o restante já foi ocupado por lavouras e pastagens e o primeiro nos últimos anos tem atraído muitos produtores, isso certamente causará grandes impactos em uma das áreas mais importantes do mundo e que deve ser conservada para as próximas gerações.

Biodiversidade



Biodiversidade pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.

Diversidade Biológica significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas. Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes.

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas, e fonte de imenso potencial de uso econômico. A biodiversidade é a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, também, a base para a estratégica indústria da biotecnologia. As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, muito embora se considere que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida. A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade.