Aprenda a reciclar

Saiba como e onde você pode reciclar coisas que você não usa mais

Tempo de decomposição

Saiba quanto tempo cada material leva para se decompor e sumir totalmente da natureza

Problemas Ambientais Urbanos


A lógica que guia a produção das grandes cidades, em sua maioria, sempre foi perversa para a maior parte da população e também para o meio ambiente urbano. São inúmeros os problemas que podemos abordar com este tema, mas todos eles seguem um ponto em comum: é impossível dissociar os problemas ambientais urbanos dos problemas sociais de sua população – especialmente a pobre, que sofre mais – e vice-versa.

No cotidiano de milhões de pessoas ao redor do mundo alguns problemas são bem típicos e nós, que somos de um país periférico e subdesenvolvido, temos essa percepção melhor. A falta de saneamento básico é marcante nas áreas pobres. Rios, utilizados como esgoto, correndo a céu aberto em locais de alta densidade demográfica é um absurdo. Este é um problema que envolve várias esferas vida, desde a ambiental à saúde.

O crescimento da frota de automóveis nas cidades brasileiras – das pequenas às metrópoles – é sensível nos últimos anos e isso acarreta problemas gravíssimos ao ambiente urbano. Esse aumento se deve a toda uma influência da publicidade e propaganda (a Arte dessa nova fase do período capitalista), a uma perversa lógica de criação de novas necessidades e desejos nesta fase do capitalismo avançado, onde o “ter” um carro é um dos pontos centrais atendendo, assim, aos interesses da indústria automobilística, muito forte no país, por sinal, que acaba ditando as regras do jogo. O pior é que os governos fazem muito a seu favor, incentivando a lógica do uso do transporte individual, que é caro, custoso e danoso neste âmbito socioambiental.




Morar cada vez mais longe se torna um atrativo, pelo fato, principalmente, de se dormir, só dormir, afastado de um cotidiano caótico das grandes cidades. Sempre, esses novos locais de moradias escolhidos são perto da natureza (natural ou artificial), mas o uso do carro, para essas pessoas se torna indispensável. É uma lógica perversa para a cidade e seus moradores. Os governos precisam investir nos modais de transporte público coletivo, como ônibus, metrô, trem, barcos e melhorar qualidade de calçadas para pedestres, criar toda uma rede articulada de ciclovias, entre outras coisas.

Essas são somente duas facetas de problemas ambientais que ocorrem nas cidades, mas que não se resumem somente ao ambiental, já que aqui, partimos do pressuposto de que os elementos da vida social não são fragmentados, mas estão em total integração o tempo todo. Futuramente voltaremos a abordar algumas questões urbanas que podem ser melhor tratadas, como é o caso de um planejamento urbano descentralizado, abrangente e justo socioambientalmente.

Egoísmo humano

Reduza impactos ao meio ambiente (dicas)

1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA: Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA: Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d’água

3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO: Acredite, dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, etc muito mais rápido e economizando 70% de gás.
4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO: Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.
5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE UMA SÓ VEZ: Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc.

6. COMA MENOS CARNE VERMELHA: A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e muito fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma ideia: Para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR: Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer Zé Mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando- a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO: Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa ideia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS: É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO: Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES: Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.


12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICA DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO: Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STANDBY: Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 20% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR: Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS: O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS: Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO ESTIVEREM LIMPAS: As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.

18. TOME BANHO DE CHUVEIRO: E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. USE MENOS ÁGUA QUENTE: Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA: Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA: Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. FAÇA COMPOSTAGEM: Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS: Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. COMPRE PAPEL RECICLADO: Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. UTILIZE UMA SACOLA PARA AS COMPRA: Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. PLANTE UMA ÁRVORE: Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO: Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS: Comida congelada além de mais cara consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

29. COMPRE ORGÂNICOS: Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros, pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura “tradicional”? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

30. ANDE MENOS DE CARRO: Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO: Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO: Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. LAVE O CARRO A SECO: Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE: Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

35. USE O TELEFONE OU A INTERNET: A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA: Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. ECONOMIZE CDS E DVDS, CDs e DVD: Sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. PROTEJA AS FLORESTAS: Por anos os ambientalistas foram vistos como “eco-chatos”. Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS: O dinheiro que você investe não rende juro sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA: Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. DESLIGUE O COMPUTADOR: Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR: O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO FINAL DO EXPEDIENTE.: Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA: Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS: Use o bom senso… Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençóis, a não ser que você urine na cama…

46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS: A Internet é uma arma poderosa na conscientizaçã o e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. INSTALE UMA VÁLVULA NA SUA DESCARGA: Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM: Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. REGUE AS PLANTAS À NOITE: Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. FREQUENTE RESTAURANTES NATURAIS ou ORGÂNICOS: Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. VÁ DE ESCADA: Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

52. NÃO FORRE AS PRATELEIRAS DA GELADEIRA: Fazendo isso, você irá impedir a circulação de ar dentro do aparelho, o que acarreta mais gasto de energia para mantê-los refrigerados.

53. EXPLORE A ILUMINAÇÃO NATURAL: Explore o máximo a energia solar na sua residência ou empresa, crie um ambiente arejado com portas e janelas amplas, blocos e telhas de vidro, e domos.

54. USO DE DIMER: Com ele pode-se regular a luminosidade do ambiente de acordo com a necessidade.

(Extraído do site : essetaldemeioambiente.com)

Lixo eletrônico


Lagos, Nigéria. Fonte: Basel Action Network-BAN

Os equipamentos eletrônicos evoluem cada vez mais rápidos, nossos usados parecem obsoletos diante dos novos modelos e suas funções quase inacreditáveis. Assim, o ser humano ganhou uma nova necessidade indispensável, a de ser manter sempre atualizado frente às inovações tecnológicas.

Os equipamentos não mais usados ficam guardados em gaveta, jogados na despensa, ou ainda mais frequente, são descartados no lixo comum. Contudo, esses resíduos eletrônicos, mais conhecidos como e-lixo, são produzidos com substâncias nocivas, e não podem ser descartados de forma incorreta.

Aproximadamente 80 milhões de celulares entram no mercado todos os anos, menos de 2% destes são descartados de forma correta, os outros, mais de 98%, são guardados em casa ou vão parar em lixões.

Segundo o relatório Recycling da E-Waste to Resources, divulgado pela ONU em fevereiro de 2010, os chineses produzem 2,3 milhões de toneladas de lixo eletrônico, perdendo apenas para os Estados Unidos, que produzem 3 milhões de toneladas. No Brasil são produzido 0,4 toneladas de lixo eletrônico por habitante.

O Projeto E-lixo Maps:

O projeto e-lixo maps é uma parceria da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo com o Instituto Sergio Motta. O objetivo do projeto é facilitar o acesso das pessoas aos locais que coletam o lixo eletrônico. Basta entrar no site do projeto, digitar o seu CEP e o tipo de lixo eletrônico que você pretende descartar, desta forma, é possível encontrar todos os locais mais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo eletrônico.

Infelizmente, o projeto possui apenas o cadastro de estabelecimentos de coleta, e/ou reciclagem no estado de São Paulo.

Confira abaixo uma lista com as principais empresas e instituições que coletam, ou reciclam e-lixo, e entre em contato para saber se ela atende em sua cidade.

Para doar seu computador:

Comitê para a democratização da Informática (CDI);

Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes;

Agente Cidadão.

Para descartar seu e-lixo, as empresas Sony Ericsson, Nokia, Dell, Motorola, Vivo e TIM, possuem sistema de coleta em suas lojas ou em redes autorizadas. Para saber mais posto de coleta entre no site da ONG Lixo Eletrônico, que fornece um banco de dados com estas informações.

Já que não dá para resistir às tentações tecnológicas, e suas funções surreais, mas por vezes desnecessárias, o mais sensato é fazer o correto descarte destes equipamentos, e não poluir ainda mais o ambiente.

(Creditos: essetaldemeioambiente.com)

Há culpados pelas enchentes do país?


Há exatamente um ano passávamos pela mesma situação que passamos hoje: chuvas atípicas, desabamentos e deslizamentos, alagamentos… e mortes. As vezes nos criticam por nós, ambientalistas e ativistas, sempre levarmos as discussões pro lado ambiental. Mas, para mim, é muito claro a razão desses acontecimentos trágicos: lixo nas ruas e falta de planejamento urbano.

A história é simples: as pessoas jogam lixo na rua, esse lixo vai parar em bueiros e acaba os entupindo, e aí quando chegam as chuvas, acontecem os alagamentos. Além disso, as áreas verdes são cobertas por asfalto, o que implica na não absorção da água. O desmatamento nas encostas deixa a terra “solta”, sem que nada as segure – como as raízes das árvores.

A prefeitura também tem culpa. São justamente estes os que deveriam prover aos moradores locais seguros para moradia. Por falta disso, a ocupação desordenada nas encostas de morro e nas margens de rios acontece. Precisamos lembrar dos Planos Diretores que nunca são levados em consideração, ou mesmo abrangem os elementos ambientais. Como diria Harlan, em um comentário bem maquiavélico, não seria até de propósito deixar que a cidade, os mais pobres, se espalhem desordenadamente pelas encostas? É de se pensar…

Todos os estados da região sudeste e centro oeste estão em estado de alerta devido as chuvas que caem desde semana passada. Esse é um evento que acorre em várias cidades, mas que atinge principalmente os que menos podem lutar contra isso, os que não têm outra casa ou lugar para ir. E, falando nos ricos e pobres, não somos os únicos. A Austrália também está sofrendo com as chuvas e enchentes.

Mas a única pergunta que consigo pensar é: se estes desastres são tão previsíveis, são sazonais, logo acontecem sempre no mesmo período, por que não nos preparamos para eles? Prevenir-se dos efeitos das chuvas é tão difícil para o ser que aprendeu a voar e ir às profundezas do oceano? Por que eu tenho de ver a mídia explorando essa desgraça, ano após ano?

Os poder público deve fazer campanhas de conscientização, junto com empresas de transporte, apelando as pessoas que não joguem lixo nas ruas… É preciso trabalho conjunto entre cidadãos e governantes. Não será os mil reais que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está propondo ser dado aos desabrigados que sanará este problema. Precisamos aprender a viver em equilíbrio com o ambiente. É preciso respeitar o seu espaço. Devemos sim nos desenvolver, mas de forma planejada e o mais sustentável possível.

creditos:www.essetaldemeioambiente.com

Panfletagem


Na minha primeira participação como convidado do E esse tal Meio Ambiente? levanto um tema polêmico, a panfletagem comercial. Não é a minha intenção generalizar, afirmando que todas as empresas do país adotam às péssimas práticas aqui expostas, porém são ações frequentemente notadas, principalmente em cidades em plena expansão imobiliária e comercial.

A meu ver, a panfletagem extensiva, sem inteligência, fere os três tripés da sustentabilidade, se mostrando uma das ações de propaganda mais ineficientes ainda utilizada. Socialmente injusta, ambientalmente incorreta e economicamente inviável, a panfletagem deixa a desejar quando se trata a questão por etapas.


Panfletos acabam virando lixo em ruas do Rio de Janeiro
Analisando os Tripés da Sustentabilidade

Social

O lado social da panfletagem se sobrepõe ao problema ambiental e financeiro. Chega a ser desumano fazer com que alguém passe 8 horas panfletando entre sinais e caixas de correio, ou muitas vezes até segurando uma bandeirola com o nome do empreendimento, no sol e sem sair do lugar, por diárias de R$15 a R$20, isso mesmo, sem registro, CLT, benefícios, nada.

Claro que existe a questão da necessidade financeira de quem se submete. Porém, se ações ineficientes e insustentáveis como essas forem vistas de outra forma; se as mega-agências de publicidade fossem forçadas a pensar e desenvolver algo mais inteligente e que viabilizasse uma oportunidade de renda real, regulamentada e registrada, tudo seria diferente.

Econômico

No que se refere à viabilidade econômica posso dizer: Não me graduei em publicidade, mas com conhecimento em viabilidade econômica de projetos, garanto que uma ação de propaganda como essas tem eficiência baixíssima, ainda mais se comparada com outras opções. Um panfleto, de milhares impressos, vai efetivamente gerar uma venda. Além do mais, em poucos casos o local da ação é escolhido estrategicamente. Perguntam: “É o sinaleiro mais movimentado?” E só. Nada de traçar um perfil do público-alvo.

O único indicador que poderia favorecer a escolha da panfletagem como estratégia de propaganda é o ROI – Retorno Sobre o Investimento, uma vez que o retorno da venda de uma unidade habitacional sobre o valor investido na panfletagem seria altíssimo. Porém, extrapolando o indicador, esse fator só agrava o problema social exposto, pois as agências e seus contratantes faturam alto e remuneram muito mal quem viabilizou a venda.

Ambiental

Por fim, a tão batida questão ambiental que tange a panfletagem extensiva: aumento do lixo nas ruas, entupimento de bueiros causando enchentes, poluição dos cursos d’água, consumo de papel proveniente de fontes desconhecidas, sem falar na quantidade de CO2 que é emitida em todas as etapas de produção. Na era da tecnologia, ante a febre dos virais vistos por milhões de pessoas em dezenas de sites de relacionamento, é inconcebível que essas empresas não mudem a estratégia de propaganda.

Nós podemos, com uma ação, tentar enfraquecer tal prática: basta não receber os panfletos, folhetos ou encartes nos semáforos. Dessa forma, forçaremos as agências a investir em pesquisa e desenvolvimento de novas formas de atingir o consumidor 2.0, que muitas vezes passa mais tempo em frente ao computador do que dentro do carro.


creditos:www.essetaldemeioambiente.com.br

A Natureza não reclama, ela se vinga


“Somente o imbecil mal informado ignora que as mudanças climáticas e os desastres ambientais resultam das ações nefastas do homem?”

A destruição da natureza teve início pelas mãos dos seres humanos desde a primeira Revolução Industrial no século XVIII, com o uso do carvão e a poluição do ar, crescente nas últimas décadas. Enormes prejuízos e perdas de muitas vidas humanas estão sendo causados no mundo em virtude do aquecimento global, resultado das emissões de gases de efeito estufa. Cientistas vislumbram um aumento do aquecimento do planeta superior a dois graus centígrados nas próximas décadas, se não fizermos nada, com consequências altamente catastróficas. E há quem absolva as atividades humanas da culpa dos desatinos consumistas humanos que, visando somente o lucro, degrada e destrói a natureza.

A fauna e flora de milhões de anos são extirpadas em minutos sob a ação humana, auxiliada por máquinas, tecnologias e armas químicas de destruição em massa. Diariamente, milhões e milhões de toneladas de lixo são jogados nas águas e nos oceanos, de fumaça das queimadas, do carvão e petróleo, de combustível fóssil, CO2 e todos seus gases danosos lançados na atmosfera, venenos e resíduos químicos espalhados nas terras desnudas. Nestas absurdas e crescentes ações, quais serão as conseqüências sobre a nossa saúde, sobre todas as formas de vida?
Além dos fatores naturais, a concentração de gases lançados às alturas pelo homem, cria uma espessa barreira do carbono na atmosfera, impedindo que o calor do sol refletido pela terra se dissipe no espaço, gerando o chamado efeito estufa. E a natureza não sabe o que é lixo, ela não entende tamanha destruição e tanta porcaria criada pela humanidade que vem alterando seu equilíbrio.

“A natureza também não reclama, ela simplesmente se vinga.”

A exploração do ser humano dos elementos da terra, modernamente definida como “ocupação antrópica”, vem causando tão grandes impactos e pressões sobre a natureza, que daqui a pouco ela não terá mais a capacidade de regenerar os ecossistemas e os ciclos que constituem a biosfera, com um irreversível desequilíbrio. Há mais de uma década a organização WWF – Fundo Mundial para a Natureza, em inglês, divulgou que “Se as pessoas dos países subdesenvolvidos consumissem tanto quanto as do Primeiro Mundo, a espécie humana iria precisar de dois outros planetas Terra para atender à demanda.” A utilização de recursos pelo homem já havia excedido em 42,5% a capacidade de renovação da biosfera, com a população de 6 bilhões de pessoas. E a China ainda não havia adotado plenamente a globalização.


Há duzentos anos éramos 1,5 bilhão de pessoas, hoje somos 6,5 bilhões e em quarenta anos seremos 9 bilhões de habitantes na Terra. Começo a me lembrar das nem tanto polêmicas teorias do inglês Thomas Robert Malthus (1766-1834), e confesso que sinto um arrepio. Agora, em 2010, prega um estudo do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que precisaríamos de 4,5 planetas. A população mundial continua em crescimento. E a exploração exacerbada dos recursos finitos não pára.

Mesmo para a produção da energia renovável, o homem não pára de agredir a natureza. Apenas os Estados Unidos, que hoje produz cerca de 50 bilhões de litros de biocombustíveis (etanol e biodiesel), planeja chegar a 136 bilhões em 2022. Imagine as necessidades do mundo todo! Nas últimas décadas, muitos cientistas apareceram com grandes formas futuristas para combater o aquecimento global, como construir guarda-sóis na órbita para esfriar o planeta, espelhos para refletir mais luz solar de volta para o espaço, além de diversas outras formas exóticas para reduzir o aquecimento. É o pessoal da geoengenharia, conceito ainda não muito bem definido que inclui diversos métodos de intervenção de larga escala no sistema climático do planeta, com a finalidade de moderar o aquecimento global com diversas frentes de ações.

A propósito, James Lovelock, criador da Teoria de Gaia e um dos pais do movimento ambientalista, afirmou em entrevista à BBC que tentar salvar o planeta é uma bobagem, porque o clima não se comporta segundo os cálculos que os cientistas fazem em seus modelos climáticos.
Mas, apesar de tudo … tem muitos pesquisadores que concordam que a culpa das mudanças climáticas é da ocupação antrópica, e outros que não. Al Gore? Ele alvoroçou o mundo com suas divulgações através do filme “Uma verdade inconveniente”, apresentando argumentos, imagens e fatos realmente impressionantes, culpando a ação dos seres humanos para a irreversível calamidade ambiental. O famoso colunista da Revista Veja, Diogo Mainardi, afirmou que “o aquecimento global nem existe. O pico do calor foi em 1998. De lá para cá, a Terra está esfriando. E deve permanecer assim por mais duas décadas.”
Opinião balizada é a do pesquisador Luiz Carlos Molion, do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas. Especialista na área, protesta contra a tese da ação antrópica nas mudanças climáticas, e contesta a relação entre os gases potencializadores do efeito estufa e clima global. Demonstra que nos próximos 20 ou 25 anos ocorrerá é um resfriamento global decorrente do ciclo natural de atividade solar. Afirma que a cada 90 anos o Sol entra num mínimo de atividade, evento que está prestes a se repetir. Molion acredita que toda a pressão contra a emissão de gases do efeito estufa não passa de uma conspiração do G7 para interferir no desenvolvimento de países emergentes, como é o caso do Brasil. Política e interesses internacionais.
Mas… com quem ficamos, então?
Eu, por enquanto, fico com pequenas mas belas iniciativas…

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